Milhões de brasileiros deixaram para os últimos dias o envio da declaração do Imposto de Renda 2026. O prazo termina nesta sexta-feira (29), e especialistas alertam: mesmo quem ainda não reuniu todos os documentos deve entregar a declaração dentro do período para evitar multas e problemas com a Receita Federal.
A expectativa do Fisco é receber cerca de 44 milhões de declarações neste ano. Quem perder o prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.
A recomendação dos especialistas é enviar a declaração mesmo que incompleta e depois fazer uma retificação. A legislação permite corrigir informações por até cinco anos, desde que o contribuinte ainda não tenha sido convocado oficialmente pela Receita para esclarecimentos.
Declaração pré-preenchida ganha força e pode evitar erros
Uma das apostas da Receita Federal para acelerar os envios neste ano é a declaração pré-preenchida. O sistema importa automaticamente informações como rendimentos, despesas médicas, bens, dívidas e dados bancários, reduzindo o risco de inconsistências.
Em 2026, a ferramenta passou a incluir também dados de renda variável e informações sobre empregados domésticos, ampliando ainda mais a automatização do processo.
O recurso está disponível para contribuintes com conta gov.br nos níveis prata ou ouro. O acesso pode ser feito pelo programa no computador, pelo portal e-CAC ou pelo aplicativo oficial da Receita Federal.
Apesar da praticidade, a Receita reforça que a responsabilidade pelas informações continua sendo do contribuinte. Por isso, é fundamental revisar todos os dados antes do envio final.
Entre os brasileiros obrigados a declarar estão trabalhadores que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025, investidores que operaram na Bolsa, proprietários de bens acima de R$ 800 mil e pessoas com rendimentos no exterior.
A Receita também alerta que inconsistências podem levar a declaração para a malha fina, atrasando restituições e exigindo comprovação documental posterior.
Nos bastidores, o governo acompanha com atenção os números da arrecadação e o impacto do aumento no uso das declarações digitais automatizadas, consideradas estratégicas para ampliar o controle fiscal e reduzir fraudes.
