A vitória de Abelardo de la Espriella na eleição presidencial da Colômbia alterou o equilíbrio político da América do Sul e deu à direita a maioria dos governos da região.
Com o resultado, sete dos 12 países sul-americanos passam a ser governados por líderes de direita, enquanto a esquerda permanece no comando dos demais países. A mudança consolida uma sequência de vitórias conservadoras nas últimas eleições presidenciais do continente.
Mudança de cenário político
Abelardo de la Espriella venceu uma disputa apertada contra o candidato de esquerda Iván Cepeda. A diferença entre os dois foi de cerca de 250 mil votos, segundo a apuração preliminar.
A eleição representa uma mudança de rumo na Colômbia, que era governada pelo presidente Gustavo Petro, e reforça o avanço recente da direita na América do Sul.
Nos últimos meses, candidatos conservadores também venceram as eleições no Chile e na Bolívia.
Especialistas apontam polarização
Pesquisadores ouvidos pelo g1 avaliam que a América do Sul vive um período de forte polarização política, com alternância frequente entre governos de direita e esquerda.
Segundo especialistas, fatores como desaceleração econômica, desigualdade social e insatisfação com as instituições democráticas têm impulsionado mudanças de governo em diferentes países da região.
Eles também alertam que o cenário de divisão política dificulta a cooperação entre os países sul-americanos em temas como segurança pública, integração regional e combate ao crime organizado.
Alternância é histórica na região
A predominância entre direita e esquerda na América do Sul mudou diversas vezes nas últimas décadas.
Após a chamada “onda rosa”, que levou governos de esquerda ao poder no início dos anos 2000, a direita voltou a ganhar espaço a partir da década seguinte.
Agora, com a eleição colombiana, o continente registra mais um capítulo dessa alternância política, mantendo um cenário de forte disputa ideológica entre diferentes governos.
