A cantora espanhola Rosalía levou a turnê LUX ao Brasil nesta semana e realizou dois shows esgotados na Farmasi Arena, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, nos dias 10 e 11 de agosto de 2026. As apresentações foram as únicas datas brasileiras da turnê mundial do álbum LUX, quarto trabalho de estúdio da artista, e reuniram milhares de fãs em noites marcadas por espetáculo teatral, intensidade emocional e uma conexão especial com o público local.
A LUX Tour, elogiada internacionalmente pela escala operística e pela ambição cênica, chegou ao Rio depois de passagens pela América do Sul, incluindo várias noites em Buenos Aires e Santiago. A demanda no Brasil foi tão alta que a data única inicial virou dois shows consecutivos. Os portões abriram às 18h e os espetáculos começaram por volta das 21h. Os ingressos, com preços que variavam de cerca de R$ 270 a mais de R$ 860 conforme o setor, esgotaram rapidamente pela Ticketmaster.
Rosalía abriu a temporada carioca sob chuva na segunda-feira (10), transformando a arena em um espaço dramático que misturava o sagrado e o profano, alta cultura e energia eletrônica pulsante. Críticos e espectadores descreveram a produção como uma jornada visual e musical em cinco atos, com elementos orquestrais herdados das gravações de LUX com a London Symphony Orchestra, coreografias elaboradas e um design de luzes impactante. Faixas do novo disco dividiram espaço com sucessos anteriores, alternando picos de adrenalina e momentos mais íntimos, como uma versão ao piano de uma das canções, executada com uma taça de vinho na mão.
A artista fez questão de se aproximar do público brasileiro. Falou em português, elogiou o Rio de Janeiro, o pão de queijo e a feijoada, e chegou a pedir que a plateia corrigisse sua pronúncia de uma expressão bem brasileira. Um dos momentos mais aplaudidos aconteceu quando ela convidou a cantora Marina Sena para o “confessionário”, segmento característico da turnê LUX que virou marca registrada dos shows e gerou forte reação da plateia.
A presença de celebridades aumentou ainda mais o rebuliço. Nomes como Pabllo Vittar, Alice Wegmann, Alanis Guillen, Ana Carolina, Duda Beat e outros foram vistos no segundo show, na terça-feira (11). Muitos compartilharam fotos e relatos nas redes sociais, ampliando a repercussão na imprensa de entretenimento. Antes das apresentações, Rosalía foi vista caminhando pelo Rio e atendendo fãs na porta do hotel onde estava hospedada, na zona sul da cidade, autografando discos e tirando fotos — gesto que reforçou a simpatia com o público local.
A produção misturou drama elevado com sequências dançantes e lúdicas. Críticos destacaram as transições fluidas entre catarses líricas — como o intenso fechamento com “Mio Cristo piange diamanti” — e trechos mais eletrônicos e corporais. A poesia visual, os figurinos elaborados e a encenação teatral levaram muitos a comparar o espetáculo a uma ópera contemporânea ou a uma performance artística, sem abrir mão da energia esperada de um show pop.
As datas no Rio foram um dos pontos altos da etapa latino-americana da LUX Tour, que começou no início de 2026 e segue para o México e outros países. Para grande parte dos fãs brasileiros, os concertos representaram as primeiras grandes apresentações de Rosalía em arena no país desde o Lollapalooza de 2023, na era Motomami. A escolha do Rio como única cidade brasileira no roteiro reforçou tanto o apelo cultural da cidade quanto a força da demanda local pela artista.
Quando as últimas notas ecoaram na terça-feira, o público saiu da Farmasi Arena comentando a escala e a intimidade das apresentações. A combinação de esforço linguístico, colaboração local e ousadia cênica de Rosalía transformou as duas noites em um capítulo memorável da turnê mundial — e em um dos grandes destaques da agenda de shows do Rio neste mês de agosto. Fãs e críticos já consideram os concertos um triunfo de arte e conexão.
