Lula faz primeira sessão de radioterapia no couro cabeludo após retirada de câncer de pele

O presidente Lula passou nesta segunda-feira (25) por um procedimento de radioterapia superficial no couro cabeludo. A sessão foi realizada na unidade do Hospital Sírio-Libanês em Brasília. Segundo a equipe médica, o tratamento tem caráter preventivo e complementa a retirada de um câncer de pele feita em abril, em São Paulo.

O hospital classificou a intervenção como “tratamento complementar”. As sessões não provocam efeitos colaterais. Por essa razão, Lula consegue manter a agenda de trabalho e a rotina diária normalmente. Ao todo, o presidente ainda precisará comparecer ao hospital para concluir 14 sessões restantes.

Desta vez, não foi realizada biópsia. Em abril, o material analisado já havia confirmado que a lesão era benigna. Os médicos reforçam que o quadro é localizado e não apresenta disseminação para outras partes do corpo.

O que foi retirado em abril

A lesão removida era um carcinoma basocelular — o tipo mais comum de câncer de pele, causado pela exposição crônica ao sol. Segundo a dermatologista Cristina Abdala, responsável pelo procedimento, a condição não se espalha. “O máximo que pode acontecer é ficarem aparecendo pequenas feridas. Isso não implica mau prognóstico”, explicou na época.

O médico Roberto Kalil Filho acrescentou que a remoção era necessária. “Quando cresce, a gente precisa retirar, porque senão continua crescendo, não cicatriza e sangra”, afirmou. Anteriormente, em fevereiro, Lula já havia feito uma cauterização para tratar uma queratose na mesma região — um espessamento da camada mais superficial da pele. Contudo, aquele procedimento foi mais simples e durou pouco mais de um minuto.

As sessões de radioterapia fazem parte de um protocolo para evitar o retorno do quadro ou uma possível evolução. O acompanhamento médico segue de forma regular.