Passageiros com viagens marcadas para Portugal nos próximos dias devem redobrar a atenção. Uma greve geral convocada por sindicatos portugueses já começou a afetar a operação de aeroportos e companhias aéreas, provocando cancelamentos e alterações em voos que ligam o Brasil ao país europeu.
A paralisação está marcada para esta quarta-feira (3), mas os impactos já são sentidos desde esta terça-feira (2). O Aeroporto de Lisboa, principal porta de entrada para brasileiros na Europa, orientou os passageiros a confirmarem a situação de seus voos antes de se deslocarem até o terminal.
O movimento é uma resposta à proposta de reforma trabalhista apresentada pelo governo português, que enfrenta forte resistência das centrais sindicais.
TAP, Azul e Latam anunciam mudanças nas operações
A companhia aérea TAP Air Portugal informou que manterá apenas 79 voos em toda a sua malha durante o período de serviços mínimos definidos pelas autoridades. Nas rotas envolvendo o Brasil, alguns voos foram preservados, mas grande parte da programação foi suspensa.
Entre os voos mantidos estão operações ligando Lisboa a cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belém, Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre.
A Azul também confirmou impactos na sua programação. Foram cancelados os voos AD8750 e AD8900, que partiriam de Campinas para Lisboa em 2 de junho, além dos voos de retorno AD8751 e AD8901, programados para 3 de junho.
Já a Latam anunciou o cancelamento de quatro operações entre Guarulhos e Lisboa. Foram suspensos os voos LA8146 e LA8148, saindo do Brasil em 2 de junho, e os voos LA8147 e LA8149, partindo de Portugal em 3 de junho.
As empresas informaram que os passageiros afetados estão sendo comunicados e poderão remarcar as viagens, solicitar reembolso ou optar por outros destinos, conforme as políticas de cada companhia.
A recomendação é que os clientes acompanhem constantemente os canais oficiais das empresas para verificar possíveis alterações.
A greve foi convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), que acusa o governo de promover mudanças que podem aumentar a precarização das relações de trabalho.
Entre as críticas estão propostas que ampliam contratos temporários e modificam regras ligadas à jornada de trabalho e vínculos empregatícios. O governo, por sua vez, afirma que a reforma busca modernizar o mercado e aumentar a competitividade da economia portuguesa.
Além dos aeroportos, outros setores do transporte também devem ser afetados. Há previsão de interrupções parciais nas operações do metrô de Lisboa, dos trens da companhia Comboios de Portugal (CP) e do sistema de transporte urbano da Carris.
Especialistas alertam que os reflexos podem se estender por vários dias, especialmente devido à necessidade de reorganização das malhas aéreas após a paralisação.
Para quem pretende viajar nos próximos dias, a orientação é acompanhar atualizações em tempo real e chegar ao aeroporto apenas após a confirmação oficial do voo.
