A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ganhou novos detalhes após o depoimento de uma enfermeira que estava na fila para saltar da mesma plataforma de rope jump, em Limeira (SP). A profissional afirmou à Polícia Civil que foi uma das primeiras pessoas a prestar socorro à jovem após a queda de aproximadamente 40 metros.
Segundo Rayza Gabrieli Dias Delfino, de 26 anos, Maria Eduarda ainda apresentava sinais vitais quando foi encontrada no local do impacto. A enfermeira relatou que iniciou imediatamente as manobras de reanimação, mas a pulsação da vítima cessou pouco depois.
A tragédia aconteceu no último domingo (14) na chamada Ponte do Esqueleto. Imagens registradas por participantes mostram o momento em que Maria Eduarda é impulsionada da plataforma sem estar conectada à corda principal de segurança. Logo após a queda, pessoas presentes começam a gritar desesperadamente ao perceber que o equipamento não havia sido preso ao corpo da jovem.
Em depoimento, Rayza afirmou que Maria Eduarda utilizava apenas parte dos equipamentos de proteção e que a corda responsável por sustentar o salto não estava conectada. A equipe de resgate chegou pouco depois, mas a morte foi confirmada ainda no local.
Polícia apura falha na checagem de segurança
As investigações apontam para uma falha grave nos protocolos de segurança da atividade. Testemunhas relataram que a conferência final dos equipamentos não teria sido realizada antes do salto.
A Polícia Civil informou que a corda principal permaneceu enrolada na plataforma, sem ser fixada à vítima. Os três instrutores responsáveis pela operação foram presos e, segundo a delegada do caso, não conseguiram explicar de forma clara como o erro ocorreu.
Outro participante que aguardava para saltar afirmou que a verificação de segurança, considerada padrão na atividade, teria sido ignorada justamente na vez de Maria Eduarda.
Além da apuração sobre os responsáveis diretos pelo salto, autoridades discutem possíveis responsabilidades relacionadas ao acesso e à fiscalização da Ponte do Esqueleto, local que acumula histórico de acidentes e já havia sido alvo de alertas sobre riscos de segurança.
Maria Eduarda era apaixonada por esportes, natureza e atividades ao ar livre. A morte da jovem provocou forte comoção nas redes sociais e levantou questionamentos sobre os protocolos adotados por empresas que oferecem atividades de aventura.
