O dólar recuou nesta segunda-feira (9) e fechou a R$ 5,18, no menor nível desde maio de 2024. A queda ocorreu em meio ao enfraquecimento da moeda americana no exterior e ao aumento do fluxo de investimentos para países emergentes, como o Brasil.
No cenário internacional, o dólar perdeu força frente ao iene após a vitória eleitoral da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi. Além disso, a moeda também cedeu diante do euro e da libra, enquanto investidores aguardam novos dados de inflação, varejo e emprego nos Estados Unidos.
Ao mesmo tempo, o apetite por risco cresceu nos mercados globais. Bolsas avançaram em diferentes regiões, o que favoreceu moedas emergentes. Nesse movimento, o real acompanhou o peso mexicano e o rand sul-africano.
No Brasil, o diferencial de juros seguiu como fator de apoio. A Selic permanece em 15% ao ano, enquanto os juros americanos seguem abaixo de 4%. Isso sustenta operações de carry trade e atrai capital estrangeiro.
Além disso, o Tesouro Nacional anunciou a emissão de US$ 4,5 bilhões em títulos no mercado internacional. A operação reforçou a expectativa de entrada adicional de dólares no país.
Com esse cenário, o dólar chegou a tocar mínimas abaixo de R$ 5,18 ao longo do dia. No acumulado de 2026, a moeda já registra queda superior a 5%.
