O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a prorrogação por 60 dias do inquérito que investiga o esquema bilionário envolvendo o Banco Master.
A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, que afirma ainda precisar de mais tempo para analisar o grande volume de provas já coletadas.
Segundo a PF, há uma quantidade massiva de material apreendido que ainda precisa ser periciada — incluindo documentos, computadores e mais de 100 celulares.
Entre eles, estão oito aparelhos do banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como figura central no esquema.
A justificativa é clara: existem “diligências imprescindíveis” em andamento, ou seja, etapas fundamentais para esclarecer completamente o caso.
O que está sendo investigado
As apurações indicam um esquema de fraudes financeiras que pode ultrapassar R$ 12 bilhões.
Entre os principais pontos investigados estão:
– criação de carteiras de crédito supostamente falsas
– desvio de recursos para enriquecimento pessoal
– lavagem de dinheiro
– corrupção ativa e passiva
– obstrução de justiça
Além disso, surgiram suspeitas de infiltração em órgãos públicos e uso de uma estrutura paralela para pressionar adversários.
O que já aconteceu no caso
A investigação ganhou força com a Operação Compliance Zero, que teve várias fases desde novembro de 2025.
Entre os desdobramentos:
– bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens
– apreensão de dinheiro em espécie e carros de luxo
– afastamento de dirigentes, incluindo nomes ligados ao Banco de Brasília
– suspeitas de pagamento de propina a servidores públicos
Na fase mais recente, a PF revelou a existência de um grupo chamado “A Turma”, descrito como uma espécie de milícia privada usada para monitorar e intimidar jornalistas e opositores.
Com mais 60 dias, os investigadores tentam conectar todas as peças — especialmente a origem do dinheiro, os beneficiários finais e o papel de cada envolvido.
A expectativa é que a análise dos dispositivos apreendidos seja decisiva para aprofundar o caso.
