PF investiga possível cópia de dados sensíveis de Vorcaro em HD externo

A Polícia Federal (PF) vai realizar uma perícia para identificar se dados sigilosos do banqueiro Daniel Vorcaro foram copiados para um HD externo a partir dos computadores da CPMI do INSS.

Os arquivos estavam armazenados na chamada “sala-cofre” do Senado e incluíam conteúdos extraídos dos celulares de Vorcaro, como fotos, vídeos e mensagens.

Todo o material já foi removido dos computadores, que passaram por formatação. Agora, a PF vai analisar os acessos ao sistema para verificar se houve vazamento ou cópia indevida.

Relatório será enviado ao STF

Após a perícia, um relatório será encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

O objetivo é identificar quem acessou os arquivos e se houve transferência dos dados para dispositivos externos.

Segundo investigadores, a análise exige cuidado porque parte do material envolve conteúdos pessoais — mas que podem ter relevância para a investigação.

Isso inclui, por exemplo, registros de encontros, conversas e imagens que, apesar de privadas, podem indicar relações com autoridades ou conexões políticas.

Material sensível e possível impacto político

Entre os arquivos, haveria imagens envolvendo políticos do Centrão, o que aumenta a preocupação com possíveis vazamentos e impactos políticos.

A dificuldade da PF é separar o que é estritamente íntimo do que pode ter valor investigativo.

Há também indícios de que Vorcaro buscava proteção diante de problemas judiciais, o que pode dar contexto a encontros e interações registradas no material.

Decisão blindou acesso aos dados

Na segunda-feira (16), o ministro André Mendonça determinou o bloqueio imediato de qualquer acesso ao conteúdo armazenado na sala-cofre.

A medida tem como objetivo preservar o sigilo e evitar questionamentos futuros que possam comprometer a investigação.

“Determino que ninguém tenha acesso ao material”, escreveu o ministro na decisão.

Após a triagem, os equipamentos devem ser devolvidos sem os arquivos considerados de caráter estritamente íntimo.

O caso segue em apuração e pode ter novos desdobramentos à medida que a perícia digital avance.