Temporais deixam 46 mortos e milhares de desabrigados em Juiz de Fora e Ubá

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By LatAm Reports Redatores da Equipe

As fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata de Minas Gerais, deixaram 46 mortos até a manhã desta quarta-feira (25). Além disso, 21 pessoas seguem desaparecidas na região.

Em Juiz de Fora, onde foram registradas 40 mortes, o município decretou estado de calamidade pública na madrugada de terça-feira (24). Segundo a prefeitura, 3.400 pessoas estão desabrigadas ou desalojadas. A Defesa Civil determinou ainda a evacuação de 600 famílias. As aulas foram suspensas em toda a rede municipal.

Já em Ubá, seis pessoas morreram após o Ribeirão Ubá transbordar. A Avenida Beira Rio ficou completamente alagada. Inicialmente, sete mortes haviam sido divulgadas, mas uma delas já constava em outro registro, confirmando seis óbitos na cidade.

O temporal começou no fim da tarde de segunda-feira. Em Juiz de Fora, o volume acumulado em fevereiro chegou a 584 milímetros, o dobro da média histórica para o mês. Trata-se, segundo a prefeitura, do fevereiro mais chuvoso já registrado no município.

Bairros como Parque Burnier, Cerâmica, JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa estão entre os mais afetados. No Parque Burnier, mais de dez pessoas seguem desaparecidas e pelo menos 12 casas desabaram. No bairro Cerâmica, duas residências caíram, deixando cinco pessoas soterradas da mesma família.

O Rio Paraibuna e córregos da cidade transbordaram, interditando pontes e o mergulhão que liga bairros ao Centro. Mais de 40 ocorrências emergenciais foram registradas, incluindo deslizamentos, moradores ilhados e vias bloqueadas.

Em Ubá, foram registrados 124 milímetros de chuva em apenas seis horas. A enxurrada causou destruição no Centro da cidade, arrastando objetos e provocando desabamentos. Já em Matias Barbosa, o prefeito também decretou estado de calamidade pública para viabilizar acesso a recursos federais e agilizar ações emergenciais.

Entre as vítimas estão estudantes e uma professora. Equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Militar e forças federais atuam nas buscas e no resgate. O Ministério da Defesa foi acionado para apoiar com viaturas, tropas, helicóptero e logística humanitária.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade às famílias atingidas. O governador Romeu Zema decretou luto oficial de três dias em Minas Gerais.

A previsão indica possibilidade de mais chuva nos próximos dias, o que mantém o alerta elevado para novos deslizamentos e alagamentos.