Manifestantes atiraram pedras no comboio do presidente argentino Javier Milei, em Lomas de Zamora, na Grande Buenos Aires. Ele não se feriu. O ato terminou antes do previsto. Além disso, a confusão elevou a tensão às vésperas das eleições na província, marcadas para 7 de setembro.
Seguranças cercaram a caminhonete quando objetos começaram a voar. Milei se abaixou e entrou na cabine. Em seguida, agentes o retiraram do local sob vaias e aplausos. Karina Milei, irmã e chefe de gabinete, estava na caçamba. Depois, o presidente publicou foto com sinal de positivo e escreveu: “Nunca mais ao kirchnerismo”.
A ministra da Segurança, Patricia Bullrich, culpou o campo kirchnerista. Por outro lado, críticos do governo ligaram os protestos ao ajuste fiscal e a denúncias de corrupção. Assim, a campanha entrou na reta final sob clima de confronto.
Corrida eleitoral sob pressão
O Liberty Advances tenta virar sobre o peronismo na província mais populosa. A sigla também busca ampliar a bancada nas eleições nacionais de 26 de outubro. Segundo o governo, a inflação mensal caiu fortemente desde dezembro de 2023. No entanto, seguem os desafios de renda comprimida e desemprego em alta. Paralelamente, investigações por suposta corrupção cercam aliados do presidente, inclusive sua irmã.
A pedrada encurtou o ato pensado para exibir força no maior colégio eleitoral do país. A comitiva foi evacuada em veículos fechados. Enquanto isso, a equipe avalia ajustes na agenda para reduzir riscos. Por fim, o Planalto insiste na mensagem de “ordem e choque fiscal”, apostando que o tema econômico pese nas urnas.