Holanda campeã e Brasil eliminado pelo Japão? Modelo que acertou últimas Copas faz previsão surpreendente

Um economista alemão voltou a chamar atenção às vésperas da Copa do Mundo de 2026. Joachim Klement, criador de um modelo estatístico que acertou os três últimos campeões mundiais, prevê uma campanha frustrante para o Brasil no torneio disputado nos Estados Unidos, Canadá e México. Segundo a projeção, a Seleção Brasileira cairia logo no primeiro mata-mata — e justamente diante do Japão.

A previsão, considerada ousada até pelos mais céticos, rapidamente repercutiu entre torcedores e especialistas. Afinal, Klement ganhou notoriedade após acertar os títulos da Alemanha em 2014, da França em 2018 e da Argentina em 2022. Agora, o modelo aponta a Holanda como campeã mundial pela primeira vez na história.

O economista afirma que o Brasil avançaria em primeiro lugar no grupo. Contudo, acabaria surpreendido pelos japoneses na fase seguinte. “Provavelmente, uma das maiores zebras da história da Copa do Mundo”, declarou Klement ao comentar a projeção.

Segundo o modelo, a Holanda venceria Portugal na grande final, marcada para 19 de julho, no Estádio MetLife, em Nova Jersey. Antes disso, os holandeses eliminariam a Espanha nas semifinais. Já Portugal passaria pela Inglaterra após tirar a Argentina nas quartas.

O curioso é que o próprio autor da previsão evita tratar o modelo como algo infalível. Klement afirma que o estudo nasceu quase como uma provocação ao excesso de confiança dos economistas em previsões estatísticas.

“Tudo começou como um exercício para mostrar a arrogância dos economistas”, explicou. Ainda assim, depois de três acertos consecutivos, o modelo ganhou fama internacional e passou a ser acompanhado de perto por torcedores e até investidores.

Como funciona o modelo


A projeção considera fatores como população, riqueza do país, clima e ranking da Fifa. Entretanto, o próprio economista admite que boa parte do futebol continua sendo imprevisível.

Segundo Klement, sorte, arbitragem, lesões e o desempenho emocional das equipes em um único jogo podem mudar completamente qualquer cenário. “Os outros 50% são pura sorte”, afirmou.

Mesmo tentando reduzir a expectativa, o alemão admite que o peso sobre suas previsões aumentou. Isso porque colegas de trabalho chegaram até a apostar dinheiro na Holanda após a divulgação do estudo.

Enquanto isso, a Seleção Brasileira segue preparação para a Copa cercada de pressão. A equipe busca encerrar um jejum que já dura desde 2002 e tenta recuperar o protagonismo perdido nas últimas edições do torneio.