Como usar a nota do Enem para estudar no Brasil e no exterior em 2026

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By LatAm Reports Redatores da Equipe

As notas do Enem 2025 foram divulgadas nesta sexta-feira (16) e, com elas, se abre um leque amplo de possibilidades para estudantes brasileiros. Mais do que um vestibular tradicional, o Exame Nacional do Ensino Médio se consolidou como uma porta de entrada multifuncional para a educação, permitindo desde a conclusão do ensino médio até o ingresso em universidades públicas, privadas e até instituições fora do país.

A principal diferença do Enem em relação aos vestibulares clássicos está justamente na versatilidade. O mesmo desempenho pode servir para objetivos distintos, dependendo da trajetória do candidato. Por isso, entender como e onde usar a nota se tornou parte essencial do planejamento educacional em 2026.

Como a nota do Enem pode ser usada na prática

A partir desta edição, o Enem voltou a permitir a certificação de conclusão do ensino médio para maiores de 18 anos. Para isso, é necessário atingir pelo menos 450 pontos em cada área do conhecimento, além de 500 pontos na redação. Cumpridos esses critérios, o certificado pode ser solicitado em instituições conveniadas ao Inep, como os Institutos Federais ou órgãos estaduais de educação. Essa função havia sido retirada em 2017 e agora retorna como alternativa ao Encceja.

No acesso ao ensino superior no Brasil, o caminho mais conhecido continua sendo o Sisu, que reúne vagas em universidades públicas de todo o país. Em 2026, o programa traz uma mudança relevante: passa a aceitar notas das três últimas edições do Enem, e não apenas da mais recente. Isso amplia as chances para quem teve bom desempenho em anos anteriores e não conseguiu vaga na época. O candidato pode escolher até duas opções de curso, acompanhar as notas de corte e ajustar suas escolhas ao longo do período de inscrição.

Outra possibilidade bastante utilizada é o Prouni, que oferece bolsas integrais ou parciais em instituições privadas. Nesse caso, além da nota mínima exigida no Enem, entram critérios de renda familiar e histórico escolar. Já o Fies funciona como um financiamento público, permitindo que o estudante curse uma faculdade privada e quite o valor após a formatura, conforme sua renda.

Além dos programas governamentais, muitas universidades particulares usam a nota do Enem como critério direto de seleção ou como base para descontos progressivos na mensalidade. As regras variam, mas o exame costuma ser visto como um diferencial competitivo nesses processos.

No exterior, o Enem também ganhou espaço. Portugal é o principal destino, com dezenas de instituições que aceitam diretamente a nota brasileira graças a acordos entre os dois países. Universidades como a Universidade do Minho, a Universidade de Aveiro e a Universidade Nova de Lisboa adotam o Enem como critério oficial de admissão, embora cada uma tenha regras próprias.

Nos Estados Unidos, o exame é aceito como parte do processo seletivo em instituições como a New York University e a Drexel University, geralmente em conjunto com provas de proficiência em inglês e análise do histórico escolar. No Reino Unido e no Canadá, algumas universidades também consideram a nota do Enem, ainda que como elemento complementar dentro de processos mais amplos.

Diante desse cenário, a nota do Enem deixa de ser apenas um número. Ela se transforma em uma ferramenta estratégica, capaz de abrir caminhos diversos, dentro e fora do Brasil, conforme os objetivos e o planejamento de cada estudante.