Cão farejador da PM descobre 48 toneladas de maconha escondidas em bunker na Maré

Um pastor-belga-malinois de cinco anos chamado Huck foi o responsável pela maior apreensão de drogas da história da Polícia Militar do Rio de Janeiro. O cão farejador encontrou por acaso quase 48 toneladas de maconha dentro de um galpão na comunidade da Nova Holanda, no Complexo da Maré, Zona Norte da cidade. A droga estava escondida em um bunker improvisado sob uma cisterna concretada.

A descoberta aconteceu durante uma operação realizada na terça-feira (7). Segundo a PM, equipes patrulhavam a comunidade quando passaram em frente a um galpão que não estava listado como alvo da ação. Contudo, ao percorrer o entorno, os cães farejadores começaram a sinalizar o local. Huck indicou de forma insistente um ponto específico do depósito. Ao quebrar a estrutura da cisterna, os policiais encontraram mais de 24,6 mil tabletes de maconha, cada um com cerca de dois quilos.

“Nunca se apreendeu uma quantidade tão grande de drogas em um local de venda e distribuição dentro de comunidade”, afirmou o tenente-coronel Luciano Pedro Barbosa da Silva, comandante do Batalhão de Ações com Cães. Segundo ele, a descoberta só foi possível graças ao faro do animal. “Mesmo com a cisterna toda fechada em concreto, Huck conseguiu detectar o cheiro”, explicou. De fato, em 2023, o mesmo cão já havia encontrado uma tonelada de drogas na mesma comunidade.

Como foi a operação

A ação mobilizou cerca de 250 policiais militares de diferentes unidades, incluindo o Bope, o Batalhão de Choque e o BAC. Além disso, foram empregados seis cães farejadores, quatro blindados e duas aeronaves. Durante a retirada da droga, criminosos armados atacaram a equipe policial a tiros. Houve confronto, e um homem foi encontrado ferido portando um fuzil. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Federal de Bonsucesso, onde permanece internado sob custódia.

A PM acredita que o galpão funcionava como ponto estratégico de distribuição do Comando Vermelho. A suspeita é de que a maconha seria enviada para outras áreas dominadas pela facção. Foram apreendidos ainda cinco fuzis e 26 veículos roubados.

Para transportar todo o material, foram necessários quatro caminhões completamente carregados. A retirada começou por volta das 13h e só terminou durante a madrugada. Por consequência, a contagem dos tabletes levou horas e foi concluída apenas às 3h. Após a apreensão, o material foi encaminhado à Cidade da Polícia, no Jacaré, para perícia e posterior incineração.