Nubank envia e-mail sobre suposta liquidação por engano e assusta clientes; banco diz que operação segue normal

Milhares de clientes do Nubank foram surpreendidos nesta sexta-feira (12) por uma mensagem alarmante enviada por um domínio oficial da instituição. O e-mail informava uma suposta liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central e orientava usuários a solicitar ressarcimento ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), gerando dúvidas e preocupação nas redes sociais.

Pouco depois da repercussão, o banco esclareceu que a comunicação foi enviada por engano e que não existe qualquer processo de liquidação em andamento. Segundo a instituição, as operações seguem normalmente, sem impacto para clientes ou investidores.

O que aconteceu

A mensagem recebida por parte dos clientes afirmava que o Banco Central teria decretado a liquidação extrajudicial do Nubank e que os ativos da instituição deixariam de circular. O texto ainda orientava os usuários a recorrer ao Fundo Garantidor de Crédito para recuperar valores de até R$ 250 mil.

Como o comunicado partiu de um domínio oficial do próprio banco, muitos clientes acreditaram inicialmente que a informação era verdadeira e recorreram às redes sociais para buscar esclarecimentos.

Em nota, o Nubank informou que tudo foi resultado de um “erro operacional pontual”, que já foi identificado e corrigido.

“A instituição permanece com todas as suas licenças ativas e sem qualquer impacto para sua operação, que segue com segurança e estabilidade”, afirmou o banco.

O Banco Central também se manifestou para desmentir o conteúdo da mensagem, esclarecendo que não determinou qualquer liquidação extrajudicial envolvendo a instituição financeira.

A liquidação extrajudicial é uma medida extrema aplicada pelo Banco Central quando uma instituição financeira apresenta problemas graves de solvência ou gestão. Nesses casos, o FGC pode ser acionado para ressarcir investidores dentro dos limites estabelecidos pela regulamentação.

No caso do Nubank, porém, nada disso aconteceu. O banco continua operando normalmente, mantendo suas atividades, serviços e licenças regulatórias em pleno funcionamento.

O episódio gerou forte repercussão entre os clientes justamente por ocorrer em um momento de maior atenção do mercado financeiro após recentes discussões envolvendo regras do Fundo Garantidor de Crédito e a solidez de instituições financeiras.