Após dias de temporais que provocaram mortes e destruição na Zona da Mata mineira, a previsão indica redução gradual da chuva em Juiz de Fora a partir do fim de semana. Ainda assim, autoridades mantêm o estado de alerta devido à saturação do solo.
Segundo meteorologistas ouvidos pelo g1, o sistema de baixa pressão responsável pelas instabilidades começa a se deslocar a partir de sábado (28) em direção ao Norte de Minas e ao Espírito Santo. Com isso, o volume de precipitação tende a diminuir na cidade entre a tarde de sábado e o domingo.
Apesar da mudança no cenário, o perigo não desaparece. Juiz de Fora já registrou mais de 740 milímetros de chuva neste mês, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). É o maior acumulado mensal desde 1961.
Especialistas alertam que o solo permanece encharcado. Mesmo pancadas isoladas podem provocar novos deslizamentos, enxurradas e alagamentos. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) classifica como muito alta a possibilidade de ocorrências associadas à drenagem deficiente e à instabilidade do terreno.
Além disso, o relevo montanhoso da cidade contribuiu para concentrar as instabilidades nos últimos dias. Juiz de Fora está situada em uma área cercada por morros e serras, o que favorece o represamento de nuvens carregadas quando há forte circulação de umidade.
Para março, a tendência é de menor intensidade nas chuvas, ao menos na primeira semana do mês. Contudo, enquanto o solo não se estabilizar, o risco permanece elevado.
As autoridades recomendam que moradores de áreas vulneráveis sigam atentos aos alertas da Defesa Civil e busquem abrigo seguro em caso de novos sinais de instabilidade.
