Um dos réus do caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana se apresentou à polícia vestindo uma camiseta com a frase, em inglês, “Regret Nothing”, que significa “Não se arrependa de nada”.
O jovem, identificado como Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, compareceu à 12ª Delegacia de Polícia, em Copacabana, acompanhado de seu advogado. A imagem do momento da apresentação circulou nas redes sociais e chamou atenção pelo detalhe da frase estampada na roupa.
Segundo reportagem publicada inicialmente pela Folha de S.Paulo, a expressão é frequentemente associada a grupos misóginos que propagam discursos de hostilidade contra mulheres.
Durante a apresentação na delegacia, o advogado Ângelo Máximo afirmou que o cliente se entregou espontaneamente e que pretende provar sua inocência.
“Ele não tem o que temer e vai provar sua inocência. Ele se apresentou de cabeça erguida”, declarou o defensor.
Até o momento, a defesa não comentou especificamente a escolha da camiseta usada pelo acusado no momento em que se apresentou às autoridades.
Caso envolve adolescente e levou à abertura de processo
De acordo com a investigação, a adolescente afirma que foi levada ao apartamento de Vitor Hugo, em Copacabana, por um ex-namorado menor de idade. No local, segundo o relato da vítima, estavam outros três adultos.
Os suspeitos maiores de idade se tornaram réus por estupro coletivo e cárcere privado. Já o menor responde por ato infracional equivalente aos mesmos crimes.
O advogado de Vitor Hugo afirma que o jovem estava no apartamento no momento dos fatos. No entanto, ele nega ter mantido qualquer relação sexual com a vítima ou ter participado do crime.
O caso ganhou grande repercussão pública após a divulgação de vídeos que, segundo relatos, mostram comportamentos considerados ofensivos após o episódio.
Vitor Hugo também é estudante do Colégio Pedro II, instituição tradicional de ensino do Rio de Janeiro. Após a repercussão do caso, a escola informou que abriu um processo administrativo para avaliar o desligamento do aluno.
Outro desdobramento envolve o pai do acusado, José Carlos Costa Simonin, que ocupava o cargo de subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa. Ele foi exonerado do posto horas antes da apresentação do filho à polícia.
Posteriormente, uma mulher registrou denúncia contra ele por ameaça após comentar o caso nas redes sociais.
As investigações seguem em andamento para esclarecer completamente os fatos e as responsabilidades de cada envolvido.
