Uma microcâmera escondida dentro de uma tomada foi encontrada no banheiro de uma empresa em Içara, no Sul de Santa Catarina. O equipamento estava instalado abaixo da pia e direcionado para o vaso sanitário, segundo informações da Polícia Militar.
O dispositivo foi descoberto por uma funcionária na quarta-feira após ela notar uma luz piscando no conector da tomada. O banheiro onde o aparelho estava instalado é unissex e de uso exclusivo dos funcionários da empresa.
Após a descoberta, a Polícia Militar foi acionada e registrou um termo circunstanciado por registro não autorizado de intimidade sexual e perturbação do trabalho ou sossego alheio.
Equipamentos eletrônicos foram apreendidos
Durante a ocorrência, policiais apreenderam a microcâmera, três celulares, um computador e um notebook que podem ter ligação com o equipamento.
De acordo com o comandante do 29º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Eduardo Moreno Persson, até o momento não foram identificadas imagens gravadas no dispositivo.
Todo o material recolhido será analisado para verificar se houve registro de imagens e quem seria o responsável pela instalação da câmera.
A Polícia Civil informou que ainda não recebeu formalmente o caso.
Como o caso foi registrado
O procedimento adotado pela Polícia Militar foi o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), utilizado em infrações penais consideradas de menor potencial ofensivo, ou seja, crimes cuja pena máxima não ultrapassa dois anos.
Segundo o artigo 216-B do Código Penal brasileiro, registrar imagens ou vídeos de nudez ou conteúdo íntimo sem autorização pode resultar em pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa.
Os TCOs são encaminhados diretamente ao Juizado Especial Criminal, sem necessidade de abertura de inquérito policial tradicional.
Posicionamento da empresa
Em nota, a empresa SS Solar Energia afirmou que desconhecia a existência do equipamento no banheiro.
Segundo a empresa, ao tomar conhecimento da situação, medidas foram adotadas para que o caso seja esclarecido pelas autoridades.
De acordo com a Polícia Militar, o responsável pela empresa esteve no local durante a ocorrência e afirmou não saber da existência da câmera, dizendo que o episódio estava causando transtornos no ambiente de trabalho.
