Lula pede apoio do Japão à COP30 durante jantar com imperador Naruhito

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta terça-feira (25) de um jantar oficial com o imperador do Japão, Naruhito, e com a imperatriz Masako. O encontro aconteceu em Tóquio e marcou a etapa mais simbólica da viagem diplomática de Lula ao país asiático. Durante o discurso, o presidente destacou os laços históricos entre Brasil e Japão e fez um apelo: espera contar com o apoio firme dos japoneses na COP30, conferência climática da ONU marcada para novembro, em Belém do Pará.

Além disso, Lula ressaltou que o Brasil abriga a maior comunidade japonesa fora do Japão. Ele afirmou que os dois países compartilham valores como respeito, cooperação e compromisso com o futuro. Por isso, acredita que o Japão pode ter papel estratégico nas discussões climáticas globais. Segundo Lula, o Brasil quer liderar uma agenda ambiental que una preservação, inclusão social e desenvolvimento econômico.

Encontro diplomático e COP30 na Amazônia

Mais cedo, o presidente já havia se reunido com o casal imperial em uma audiência privada. De acordo com o governo brasileiro, a visita recebeu a classificação de “primeira categoria”, a mais alta da diplomacia japonesa. Essa honra é concedida a apenas um chefe de Estado por ano e inclui encontros formais e cerimônias oficiais como o jantar desta terça-feira.

Durante o evento, Lula também mencionou a visita da princesa Kako de Akishino ao Brasil, prevista para junho. Ela participará das comemorações do Ano do Intercâmbio da Amizade Brasil-Japão. Segundo o presidente, a princesa será recebida com entusiasmo, reforçando ainda mais a conexão histórica entre os dois povos.

A agenda internacional de Lula inclui ainda uma visita ao Vietnã. O objetivo é buscar novos parceiros comerciais e abrir espaço para produtos brasileiros no mercado asiático. Além disso, o governo pretende usar a viagem para atrair apoio político e diplomático à COP30.

A conferência, que será realizada na região amazônica, é considerada estratégica pelo Palácio do Planalto. O Brasil quer aproveitar o evento para reforçar seu protagonismo nas pautas ambientais. A presença de países como o Japão pode ser decisiva para o peso político das negociações.

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