O presidente Lula provocou risos ao comentar os gastos dos brasileiros com cachorros durante um evento em Anápolis (GO). A declaração foi feita diretamente ao representante de uma montadora chinesa. “Na China não deve ter esse problema, mas aqui no Brasil nós gostamos muito de cachorro”, disse o petista, em referência ao consumo de carne canina em algumas regiões do país asiático.
Lula participava da reinauguração do parque fabril da Caoa quando fez o comentário. Em seguida, contou que já criou uma dálmata com 11 filhotes e que levantava de madrugada para dar mamadeira aos cães. Todavia, segundo ele, os tempos mudaram. “Agora, quem tem um cachorrinho tem que levar no dentista. Ninguém aceita mais dar resto de comida. Os cachorrinhos têm que dormir com a gente, tomar banho uma vez por semana. E tudo isso é um sequestro do nosso salário”, afirmou.
O presidente usou o tema dos pets para falar sobre o aumento do consumo das famílias brasileiras. Além disso, abordou os impactos da guerra no Irã sobre o preço dos combustíveis no Brasil. “O Irã está a 15 mil quilômetros de distância. Por que que tem que fazer guerra lá e sobrar para nós?”, questionou. Lula destacou que o governo zerou tributos federais sobre o diesel. Contudo, criticou donos de postos que estariam elevando preços sem justificativa.
“Tem malandro no posto aumentando o preço da gasolina e do etanol, que não têm nada a ver com a guerra no Irã”, disse. Por essa razão, afirmou que a Polícia Federal e os Procons estão fiscalizando estabelecimentos.
Lula também chamou a China de “melhor parceiro” do Brasil. A declaração aconteceu em meio às tensões entre Brasília e Washington. Os Estados Unidos veem a China como adversário político-econômico. Mesmo assim, o presidente elogiou a presença de empresários chineses no país.
“Se tiver no Brasil mais empresários na qualidade de vocês, certamente não teríamos problemas”, disse, dirigindo-se ao representante da montadora chinesa Zhu Huarong.
