Julgamento do caso Henry Borel é adiado após abandono da defesa e reacende tensão por justiça

A cena no tribunal durou poucos minutos, mas foi suficiente para mudar o rumo de um dos casos mais marcantes do país. O julgamento pela morte do menino Henry Borel foi interrompido e remarcado para maio após uma decisão inesperada da defesa de um dos réus.

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e Monique Medeiros chegaram a se sentar no banco dos réus nesta segunda-feira. No entanto, antes que o júri avançasse, os advogados de Jairinho abandonaram o plenário, alegando não ter tido acesso completo às provas do processo.

Sem a presença da defesa, o julgamento não poderia seguir. Diante disso, a juíza Elizabeth Machado Louro decidiu suspender a sessão e remarcar o júri para o dia 25 de maio.

Decisão provoca reação imediata e muda situação dos réus

A magistrada classificou a atitude da defesa como uma ruptura grave do processo. Segundo ela, a saída dos advogados representou um desrespeito às regras do tribunal e aos envolvidos no caso. Por isso, determinou que os responsáveis arquem com os custos da sessão interrompida.

Ao mesmo tempo, a decisão teve impacto direto na situação de Monique Medeiros. A Justiça entendeu que ela não teve responsabilidade no adiamento e, diante do tempo prolongado de prisão sem conclusão do julgamento, autorizou sua soltura.

Já Jairinho permanece preso e continuará respondendo ao processo sob custódia.