O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar o cargo na próxima semana para disputar o governo de São Paulo nas eleições deste ano. A decisão foi tomada após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo fontes próximas ao ministro.
A previsão é que Haddad deixe o governo por volta do dia 19. Dessa forma, ele conseguirá cumprir o prazo exigido pela legislação eleitoral.
Pelas regras brasileiras, ministros que pretendem disputar eleições precisam se desincompatibilizar do cargo até seis meses antes do pleito. Neste ano, o prazo termina no início de abril.
Inicialmente, Haddad demonstrou resistência à ideia de disputar o Palácio dos Bandeirantes. No entanto, o presidente Lula reforçou a importância da candidatura no maior colégio eleitoral do país.
Disputa em São Paulo e impacto nacional
O cenário eleitoral em São Paulo foi decisivo para a mudança de posição. Haddad deve enfrentar o atual governador Tarcísio de Freitas, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo pesquisa Datafolha divulgada recentemente, Tarcísio aparece com 44% das intenções de voto. Já Haddad registra 31% no mesmo levantamento.
Ainda assim, aliados do governo avaliam que Haddad é o nome mais competitivo do campo governista no estado.
Outras possibilidades chegaram a ser consideradas. Entre elas estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin e a ministra Simone Tebet. Porém, pesquisas internas e levantamentos públicos indicaram melhor desempenho eleitoral de Haddad.
Além disso, o cenário presidencial também influenciou a decisão. Pesquisas recentes apontam uma disputa mais apertada do que o esperado.
Em um eventual segundo turno, Lula aparece com 46% das intenções de voto. Já o senador Flávio Bolsonaro registra 43%, segundo levantamento do Datafolha.
Diante desse cenário, aliados do governo avaliam que a candidatura de Haddad em São Paulo pode fortalecer a base política no maior estado do país.
