O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva liberou R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares até a primeira semana de fevereiro. O valor é o maior já registrado para o período desde o início da série histórica, em 2016.
Além disso, o montante supera mais que o dobro do liberado no mesmo intervalo de 2025, quando foram pagos cerca de R$ 634 milhões, já corrigidos pela inflação.
Segundo dados do painel Siga Brasil, do Senado, os recursos pagos agora se referem a emendas indicadas em anos anteriores e inscritas como restos a pagar. Ou seja, não envolvem ainda as emendas previstas para 2026.
Nos bastidores, integrantes do Planalto afirmam que a liberação recorde faz parte de um esforço para reduzir tensões com o Congresso Nacional. No ano passado, o governo enfrentou críticas da própria base por atrasos na execução das emendas.
Além disso, 2026 é ano eleitoral. Pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, o Executivo precisa pagar até junho ao menos 65% das emendas individuais e de bancada. Dessa forma, a antecipação ajuda a irrigar bases eleitorais antes do pleito.
O governo avalia que acelerar os repasses também evita novos conflitos institucionais. Nos últimos anos, decisões do STF passaram a exigir mais transparência e planos de trabalho para a liberação dos recursos.
Mesmo com o pagamento recorde, o Planalto ainda não iniciou a execução das emendas previstas especificamente para 2026. A prioridade, até agora, tem sido destravar valores acumulados de exercícios anteriores.
