O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não adotará medidas excepcionais para acelerar o crescimento da economia. A informação foi confirmada pelo chefe da Casa Civil, Rui Costa, nesta quarta-feira, 26 de fevereiro, durante um evento promovido pelo banco de investimentos BTG Pactual.
Segundo Costa, a economia brasileira crescerá com base nas condições já estabelecidas, sem a necessidade de intervenções adicionais.
“Não haverá medidas excepcionais para impulsionar o crescimento econômico. A economia crescerá com o que já está contratado”, afirmou.
Apesar disso, o ministro demonstrou otimismo em relação à valorização da moeda brasileira e destacou que o governo tomará as medidas necessárias para cumprir as regras fiscais do país.
As declarações de Rui Costa foram feitas pouco depois de o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmar que novas iniciativas para estimular a economia poderiam ser consideradas. No entanto, ele ressaltou que essa decisão não caberia à sua pasta.
O posicionamento do governo ocorre em um momento de revisão das projeções econômicas. No início do mês, a previsão de crescimento do PIB para 2025 foi reduzida de 2,5% para 2,3%, reflexo da política monetária mais rígida, que elevou a taxa básica de juros para 13,25%. Caso se confirme, essa taxa de crescimento representaria uma desaceleração em relação aos 3,5% estimados para 2024.
Apesar do cenário de ajustes, o mercado de trabalho segue apresentando sinais positivos. Dados divulgados recentemente mostram que a criação de empregos formais em janeiro superou as expectativas, mesmo diante de indicadores que sugerem uma possível desaceleração da economia. O desempenho oficial do PIB será divulgado no início de março.