A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, instaurou um procedimento para investigar um possível caso de importunação sexual envolvendo Pedro Henrique Espíndola, que desistiu do BBB 26 no último domingo (19). A apuração foi iniciada após a repercussão das imagens exibidas no programa e do relato feito pelo próprio ex-participante no confessionário.
Segundo a Polícia Civil, as gravações do reality show serão analisadas e Pedro será convocado para prestar depoimento. As autoridades afirmam que diligências já estão em andamento para esclarecer os fatos e avaliar se houve configuração de crime.
O episódio ocorreu na despensa da casa, em interação com a participante Jordana. Após deixar o programa, Pedro relatou que interpretou de forma equivocada a situação e tentou beijar a colega sem consentimento. No depoimento exibido ao público, ele afirmou que confundiu gestos e palavras, reconhecendo que a iniciativa partiu apenas de sua percepção.
A desistência foi comunicada oficialmente pelo apresentador Tadeu Schmidt ainda durante a edição do programa. Na ocasião, ele informou que a produção prestou acolhimento imediato à participante envolvida e reforçou que atitudes desse tipo são consideradas inaceitáveis, dentro e fora do reality. Segundo o apresentador, caso Pedro não tivesse optado por sair voluntariamente, ele teria sido retirado do jogo pela produção.
A Polícia Civil informou, em nota, que a abertura do procedimento ocorreu após a autoridade policial tomar conhecimento do caso por meio das imagens e da repercussão pública. A investigação busca esclarecer a dinâmica dos fatos e ouvir todas as partes envolvidas antes de qualquer conclusão.
O caso reacende o debate sobre limites, consentimento e responsabilidade em ambientes de grande exposição pública, como programas de televisão, e destaca o papel das autoridades em apurar denúncias mesmo quando os fatos ocorrem em contextos midiáticos.
