Banco do Brasil vira alvo de boatos em grupos de WhatsApp e caso chega à PF

Mensagens que sugeriam “tirar o dinheiro do Banco do Brasil” circularam com força em redes e grupos de WhatsApp. Agora, esse material está com a Polícia Federal. A AGU enviou notícia-crime afirmando que houve tentativa de “gerar caos” no sistema financeiro.

Segundo a empresa Palver, que monitora grupos públicos, o pico de menções ocorreu em 21 de agosto, com conteúdo alarmista dominando a conversa.

A faísca veio do noticiário sobre sanções dos EUA ao ministro Alexandre de Moraes, pela Lei Magnitsky. Em paralelo, o Banco do Brasil divulgou nota reforçando que cumpre a lei brasileira e normas internacionais. Com isso, influenciadores passaram a associar o banco às punições impostas ao ministro.

Ao mesmo tempo, uma decisão do ministro Flávio Dino, no STF, afirmou que leis estrangeiras não têm efeito automático no país. Assim, criou-se o caldo perfeito para especulações.

Entenda o que está por trás dos boatos

Na segunda quinzena de agosto, o banco já estava no centro da pauta por motivos financeiros. Houve resultado trimestral abaixo do esperado e mudança no cronograma de dividendos. Ainda assim, o BB negou qualquer risco e avisou que adotaria medidas legais contra desinformação.

Em seguida, a AGU acionou a PF. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também criticou perfis que estimularam saques.

Depois do auge dos boatos, as menções ao BB perderam força. Sindicatos reagiram nas ruas, enquanto o governo reforçou que o banco segue sob regras nacionais. Por fim, a crise expôs um padrão: boatos ganham tração quando misturam política externa, decisões judiciais e temores antigos da população, como “corridas bancárias”. No entanto, o BB segue operando normalmente e promete responsabilizar quem promover pânico financeiro.