Embaixadora dos 70 anos da Festa do Peão, Ana Castela viveu uma semana intensa no Parque do Peão. Aos 21 anos, a “boiadeira” lotou a arena, gravou o DVD “Herança Boiadeira” e, além disso, anunciou a doação de todo o cachê do evento ao Hospital de Amor. Entre compromissos, recebeu a reportagem para uma conversa franca: sonhos, pressão e internet — “deixa falar, vou vivendo”, diz.
Barretos, sonhos e “falação” nas redes
A maratona em Barretos deu tom de consagração. Houve show transmitido em rede nacional, encontro com fãs, visita ao camping e entrada na arena com a bandeira do Brasil. Ainda assim, Ana mantém o pé no chão. “Tô aqui vivendo minha vida, ganhando meu dinheiro, doando meu cachê, sendo feliz com meus amigos e minha família”, afirma.
Segundo ela, o conselho da mãe ajudou a virar a chave. “Tem gente desocupada que inventa coisa. Deixa falar.”
A rotina acelerada cobrou preço. Em Minas Gerais, a cantora chorou no palco e desabafou. Agora, garante estar bem. No entanto, admite que a terapia segue no radar. “Eu preciso fazer. A família me deixa no eixo, Sete Quedas me recarrega, mas a gente vai aprendendo.”
O título de embaixadora também mexeu com a cabeça. Ana diz que, ao fim do dia, pensa no público e no Clube dos Independentes. “Quero honrar Barretos. Fico pensando se estão gostando. Tá dando tudo tão certo que dá até um frio na barriga”, conta.
Outra frente é a relação com o público infantil. A artista preparou um conteúdo específico: o desenho “Turma da Boiadeirinha”, com estreia marcada para 26 de setembro no YouTube. A produção mira crianças de três a seis anos e, conforme a equipe, contou com apoio pedagógico.
Paralelamente, ela segue no sertanejo de pegada agro e country — e faz questão de contextualizar. “Tenho 21 anos. Cuido de roupa e linguagem, mas também cresço. Às vezes sai um palavrão, às vezes posto foto de biquíni. As crianças são maravilhosas; a gente está entregando conteúdo pra elas com carinho.”
Por fim, vieram os planos pessoais.
Ela afirma ter realizado “todos os sonhos de agora”: casa, fazenda e família bem. O próximo passo fica para o futuro. “Quero casar, ter filhos e morar no meu cantinho com meus cavalos”, diz. Até lá, a agenda segue cheia, inclusive com ações sociais. Dias antes do anúncio do cachê doado, Ana inaugurou uma brinquedoteca no Hospital de Amor, também custeada por ela.