A sambista Simone Sampaio, conhecida como uma das grandes referências do Carnaval de São Paulo, é a nova madrinha da Velha Guarda paulistana. Ela desfila nesta sexta-feira (13), no Sambódromo do Anhembi, abrindo a noite do Grupo Especial.
Com quase 30 anos de trajetória no samba, Simone foi rainha de bateria da Dragões da Real entre 2012 e 2021. Depois disso, atuou como madrinha da escola por quatro anos. Agora, inicia um novo ciclo, mas afirma manter um “caso de amor eterno” com a agremiação.
Ao comentar a nomeação, ela disse que amadrinhar a Velha Guarda é aceitar um chamado que vem da memória e da ancestralidade. Segundo Simone, estar ao lado dos mestres representa respeito à história construída por quem sustentou o samba antes de ele se tornar espetáculo.
Reconhecimento à tradição
A Velha Guarda de São Paulo reúne integrantes históricos das escolas, como compositores, ritmistas e fundadores das comunidades. Por isso, o grupo simboliza a preservação da tradição e da identidade do samba paulistano.
Para Simone, caminhar ao lado desses nomes é uma oportunidade de compreender que o samba não nasce pronto. Ao contrário, ele é construído ao longo do tempo, com dedicação coletiva.
Criada nas quadras e barracões das escolas da capital, a sambista consolidou sua imagem como uma das principais figuras do Carnaval paulistano. Além disso, participa de projetos sociais e blocos inclusivos, ampliando sua atuação para além da avenida.
Representatividade nas quadras
Simone também defende maior presença de mulheres negras com raízes no samba nos espaços de destaque. Segundo ela, é fundamental que meninas da comunidade se vejam representadas nas quadras e nos desfiles.
A faixa de madrinha será entregue antes da entrada na avenida. A Velha Guarda abre os desfiles às 21h05, marcando o início da noite do Grupo Especial no Anhembi.
