Aos 79 anos, Tânia Maria vive um momento simbólico. Após se destacar como Dona Sebastiana em O Agente Secreto, indicado a quatro categorias do Oscar 2026, a atriz passa por avaliação médica para saber se poderá viajar a Los Angeles e acompanhar a cerimônia, marcada para 15 de março.
Conhecida como Dona Tânia, a artista encerrou recentemente um hábito de quase sete décadas de tabagismo. Como consequência, desenvolveu Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), condição que provoca sintomas como falta de ar, tosse persistente e cansaço.
A pneumologista Zaida Cavalcanti acompanha o caso. Segundo a médica, a decisão sobre a viagem dependerá de exames detalhados e da estabilidade clínica da paciente. Voos longos, como o trajeto entre Brasil e Estados Unidos, podem durar até 15 horas. Além disso, há variações na pressão e na concentração de oxigênio dentro da cabine, o que exige cautela para quem tem doença respiratória.
Avaliação médica e tratamento contínuo
De acordo com a especialista, o diagnóstico e o controle da DPOC exigem exames como espirometria e tomografia. A partir desses resultados, é definido um plano de tratamento individualizado. O acompanhamento regular é considerado essencial, sobretudo quando há intenção de realizar viagens internacionais.
O filme dirigido por Kleber Mendonça Filho concorre nas categorias de Melhor Filme, Melhor Seleção de Elenco, Melhor Filme Internacional e Melhor Ator, com Wagner Moura. Nesse contexto, a presença de Tânia Maria na cerimônia seria simbólica para o elenco.
Ainda assim, a prioridade é a saúde. A decisão final deve considerar a segurança da atriz durante todo o deslocamento.
