Ministério Público avalia pedir exumação do corpo do cão comunitário Orelha

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By LatAm Reports Redatores da Equipe

O Ministério Público de Santa Catarina avalia solicitar a exumação do corpo do cão comunitário Orelha, morto após sofrer um golpe contundente na cabeça na Praia Brava, em Florianópolis. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (8).

Segundo o MP, a 10ª Promotoria de Justiça de Florianópolis analisa o boletim de ocorrência circunstanciado. O objetivo é definir se serão necessárias diligências complementares antes do oferecimento da denúncia. Por enquanto, a exumação é tratada como uma possibilidade.

Em nota, o Ministério Público afirmou que a medida pode ser solicitada caso seja considerada essencial para o aprofundamento técnico do caso. Assim, a decisão ainda depende da avaliação dos elementos já reunidos.

A Polícia Civil de Santa Catarina informou que irá cumprir todas as diligências adicionais que forem solicitadas. No entanto, a corporação não confirmou onde o corpo do animal se encontra atualmente.

Orelha era um cão comunitário conhecido por frequentadores da Praia Brava. Ele foi encontrado ferido por moradores na madrugada de 4 de janeiro. Depois disso, foi levado para atendimento veterinário, mas morreu durante os cuidados.

Laudo da Polícia Científica, elaborado com base em parecer veterinário, apontou que o animal sofreu um golpe contundente na região da cabeça. Segundo o documento, a lesão não foi imediata. O ferimento teria ocorrido cerca de dois dias antes da morte.

De acordo com o laudo, a agressão pode ter sido causada por um chute ou por um objeto rígido, como madeira ou garrafa. Por outro lado, hipóteses que circularam nas redes sociais, como empalamento ou ferimentos com pregos, não foram confirmadas.

Investigação e versão da defesa

Inicialmente, quatro adolescentes foram considerados suspeitos. No entanto, ao final do inquérito, apenas um deles foi indiciado. A polícia pediu a internação do jovem. Os outros três ficaram fora do indiciamento.

A defesa do adolescente nega qualquer envolvimento no crime. Segundo os advogados, não há provas diretas da agressão, como imagens ou registros do momento do ataque. Além disso, afirmam que o indiciamento se baseia apenas em contradições no depoimento.

A polícia sustenta que há registros do jovem caminhando em direção à praia na madrugada do dia 4. Além disso, aponta atitudes consideradas suspeitas por parte dos pais, como uma suposta tentativa de esconder um boné rosa.

Por outro lado, a defesa afirma que o acessório foi levado apenas para preservar a identidade do adolescente no aeroporto. Segundo a versão apresentada, o jovem retirou o boné ao chegar à Polícia Federal, por orientação da mãe.

Em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, a mãe do adolescente negou qualquer tentativa de ocultar provas. Segundo ela, a família não sabia que tipo de evidência estava sendo procurada naquele momento.

Enquanto isso, o Ministério Público segue analisando o caso. A decisão sobre a exumação e outras diligências deve ocorrer nos próximos dias. Somente depois disso o MP avaliará se apresentará denúncia à Justiça.