A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado iniciaram nesta quarta-feira (4) mais uma fase da Operação Contenção, voltada ao combate à expansão territorial do Comando Vermelho. A ação ocorreu em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Até a última atualização, 13 pessoas haviam sido presas.
As equipes atuaram no demonstrate cumprimento de 40 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão. As ordens judiciais foram concentradas, principalmente, na comunidade Vai Quem Quer. A ofensiva é conduzida por policiais da 31ª DP, de Ricardo de Albuquerque, em conjunto com promotores do Gaeco, braço do MPRJ especializado no combate ao crime organizado.
Segundo as investigações, a comunidade é controlada por Rodolfo Manhães Viana, conhecido como Rato. Ele está preso em um presídio federal. Ainda assim, conforme a Polícia Civil, continuava exercendo influência direta sobre o tráfico local.
Ataque a delegacia e estrutura financeira da facção
Parte dos alvos desta fase da operação é investigada por envolvimento na tentativa de resgate de Rato, ocorrida há cerca de um ano. Na ocasião, traficantes metralharam a 60ª DP, em Campos Elíseos, na tentativa de libertar o chefe do tráfico logo após sua prisão. Dois policiais ficaram feridos. A delegacia chegou a ser interditada e só foi reaberta semanas depois.
Além disso, os investigadores identificaram a existência de uma “caixinha” centralizada da facção. De acordo com a polícia, o fundo era abastecido por líderes locais. Os recursos serviam para sustentar familiares de presos, bem como para financiar a compra e a circulação de armas e drogas.
O ataque à delegacia marcou o início de uma série de operações na região. Desde então, ações sucessivas resultaram em prisões e mortes de integrantes apontados como participantes diretos ou indiretos da tentativa de resgate.
As autoridades afirmam que a Operação Contenção segue em andamento. Novas prisões não estão descartadas ao longo do dia, enquanto o material apreendido passa por análise.
